domingo, 4 de maio de 2014

CHÃO










trago escondidos no peito
o teu cheiro a madrugadas
e as carícias do entardecer

silencio fechados no peito
o som sereno do teu adormecer
espuma fresca em franjas

embalo-te no suspiro do segundo
és meu             inteiro 
no minuto em que sou tua
toda

e guardo-te 
na lágrima em que te beijo


















22 comentários:

  1. É no peito que tudo tanto guardamos, e é nas lágrimas que por vezes esse tanto revelamos.Muito bonito!
    Essa música é fantástica, e por acaso também já a escolhi para um dos meus posts! Tudo em sintonia!
    xx

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    1. O nosso peito é, assim, um arcaz onde vamos amontoando sentires, alegrias e perdas e que, por vezes, transformamos em lago no qual só nós boiamos...

      Também gosto muito da música. Obrigada, Laura!

      Beijinho

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  2. É o anseio de ser querer ter perto. Contato que só mata na presença. Muito bonito.
    Boa semana! Beijo.

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    1. De facto, "só mata na presença", porque o resto é saudade.

      Obrigada pela vossa presença.

      3 beijinhos :)))

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  3. Que coisas bonitas trazes escondidas no peito! :)

    Abraço

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    1. Trago estas, Rosa, e outras menos bonitas. Agarro-me às primeiras para poder fazer laços. ;)

      Beijinho

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  4. Um chão trespassado da ternura ausente, mas que se sente...
    Muito belo!

    Beijo :)

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    1. Obrigada, AC! Ausente porque longe da minha janela...

      Beijinho

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  5. Respostas

    1. Nele todos os tons são altos... para nos ouvirmos.

      Beijinho, Mar

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  6. O teu poema é belo , claro.

    Que é feito da Dulce Pontes? Em Portugal continua sempre o mesmo: descobre-se alguém e durante um tempo é omnipresente em todos os lugares e mais os que se inventem, depois desaparece de cena como se nunca tivesse existido...

    Beijos sem lágrimas...

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    1. Francamente, São, não sei! Deve ter emigrado... e assim vamos perdendo as vozes que ainda nos cantam. :(

      Obrigada e um beijinho

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  7. Nunca será um chão, pois não, Laços?

    Abraço grande

    (gosto muito do Bocelli e da Dulce Pontes)

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    1. Talvez um mar chão, Argos, que revolto tenho-o muitas vezes. ;)

      Até que enfim! Acertei numa.... vá lá! :)))

      Beijinho e um abraço grande

      (é bom ter-te de volta!)

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  8. Venho deixar um abraço, daqueles que fazem falta à alma.

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    1. Este tipo de braços, Maria do Sol, são tão necessários como um raio de sol. Aquecem-nos quando, cá dentro, o gelo se acumula e se quebram todos os elos.

      Um abraço GRANDE e um beijinho, Amiga!

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  9. Adorei ler.

    Lamento não ser tão presente como gostaria. Valho -me muito do G+1 para marcar as minhas visitas e saberem que li.:):):)

    Beijinho

    http://acontarvindodoceu.blogspot.pt

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    1. OLá, M D Roque, bem vinda. Também eu queria ir mais ao seu 'vindo do céu', mas ando muito arredada destas lides por causa de um cansaço desmesuradamente maior que o de Pessoa :)

      Beijinho e obrigada.

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  10. Olá!
    Só ontem, quando regressei a Lx li o teu mail com a novidade e a boa notícia! Gosto. E obrigado por teres querido ser minha amiga
    Beijinho

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    1. Não sei se o facto de ter este novo blogue é bom. Se calhar deveria ter esperado um pouco mais para o abrir. Mas o vício da escrita e da comunicação gritaram e ensurdeceram-me.
      Já nos conhecemos, por aqui há uns anos. Comentaste-me pela 1ª vez quando o Acácia Rubra se arrastava perdidamente para o fim. Acompanhaste o 'aqui'. Agradeço a tua presença!

      Beijinho

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