sei dos cavalos aprisionados nas cristas
rendilhadas pelo desespero ácido
e
sei da alma esventrada da revolta dos que serram os
punhos sem trabalho
e
sei
que perante
os voos
planados dos urubus
o riso
sarcástico das hienas
os
insatisfeitos abutres
os
ululantes chacais
« há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz NÃO! »
