Não sei, mas há dias em que acordamos com um enorme peso no peito.
Parece que,
logo pela manhã, as forças do dia se unem para nos amarfanhar. É o despertador que
toca à hora certa sem se importar com os nossos sonos; é o termos de nos
levantar com o frio lá fora; é a vida que nos espera e é, como hoje, este
aperto no peito. Parece que, repentinamente, um nevoeiro imenso e perigoso se
aproxima de nós ou nós nos aproximamos dele...
A sensação é desconfortante, sufoca e nós vamo-nos deixando mergulhar nesse
cinzentismo inexplicável.
Dentro de
nós há ecos que nos ensurdecem e as planícies que tentamos construir transformam-se em abruptas e desafiadoras montanhas. E sentimo-nos pequeninos como ratos,
indefesos como cordeiros no ritual do sacrifício, anestesiados pelo que se
sente.
O que está
mal connosco? O que está mal com os outros?
Há um traço de união entre o estado dos outros e o nosso, só que não sei como entendê-lo, o que fazer para despejar de mim esta inquietude sem nome que me amargura.
Há um traço de união entre o estado dos outros e o nosso, só que não sei como entendê-lo, o que fazer para despejar de mim esta inquietude sem nome que me amargura.
