Mostrar mensagens com a etiqueta sensações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sensações. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de março de 2014

INQUIETAÇÃO











Não sei, mas há dias em que acordamos com um enorme peso no peito. 
Parece que, logo pela manhã, as forças do dia se unem para nos amarfanhar. É o despertador que toca à hora certa sem se importar com os nossos sonos; é o termos de nos levantar com o frio  lá fora; é a vida que nos espera e é, como hoje, este aperto no peito. Parece que, repentinamente, um nevoeiro imenso e perigoso se aproxima de nós ou nós nos aproximamos dele... 
A sensação é desconfortante, sufoca e nós vamo-nos deixando mergulhar nesse cinzentismo inexplicável. 
Dentro de nós há ecos que nos ensurdecem e as planícies que tentamos construir transformam-se em abruptas e desafiadoras montanhas. E sentimo-nos pequeninos como ratos, indefesos como cordeiros no ritual do sacrifício, anestesiados pelo que se sente. 
O que está mal connosco? O que está mal com os outros? 
Há um traço de união entre o estado dos outros e o nosso, só que não sei como entendê-lo, o que fazer para despejar de mim esta inquietude sem nome que me amargura.