segunda-feira, 31 de março de 2014

SEM TÍTULO












tantas vezes te vou buscar ao fundo dos tempos
quando dizias apenas "Ainda bem que vieste!"
olho-te agora na sombra do que foi tempo
nem meu nem teu
tempo somente



e sorrio docemente 
às rosas no chão






28 comentários:

  1. Não sei porquê mas fiquei com o olhar embaciado!

    Abraço

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    1. Rosa, de que vale ficarmos "com o olhar embaciado"?

      Eu já sorrio às rosas...

      Beijinho

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  2. Lindo poema falando de saudade...
    beijinhos,
    Léah

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  3. Lindo. Um prazer ler-te: doce deleite!
    Lindo leite derramando-se em pétalas?
    Se foram doces pétalas de tempo, vale a pena de estarem no chão.
    No chão, pois, também: que a água pode vir de toda parte e em qualquer tempo.
    Beijo, Laura.

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    1. Gilson, a água é como o tempo... tudo leva e só ficam recordações, o mel e o leite da alma.

      Obrigada pelas tuas palavras. Um beijinho.


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  4. Respostas


    1. De todos os tempos, Pi. Saudade até de mim...

      Beijinho

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  5. A saudade muito bem descrita...

    Beijinhos, sem a chuva daqui

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    1. Olha que a chuva aqui é a cântaros. Já tenho saudade de ver as rosas ao sol. :)

      Beijinho

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  6. Boa tarde,
    Saudade que bate, saudade que vai, saudade que volta, saudade faz parte da saudade.
    Abraço
    ag

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    1. Saudade da saudade... é mesmo uma saudade, António.

      Beijinho

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  7. Se deixou saudade é porque valeu a pena.

    Que belas palavras, tão poéticas.

    Beijos

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    1. O Poeta, o meu Pessoa, condicionou tudo à alma. A minha não é pequena nem grande... É do meu tamanho.

      Obrigada, Pérola, e um beijinho.

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  8. Ás vezes apetece gritar: "raios partam a saudade"

    Beijinhos , grandes.

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    1. Deste-me voz, Maria do Sol, com esse teu grito...

      Beijinhos grandes também.



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  9. pétalas evanescentes...
    tatuadas no tempo.

    belíssimo

    beijo

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  10. Se sorris são doces as tuas recordações , estarei certa ?

    beijinho

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    1. Sorri-se para não chorar. Quantas vezes, Fê!

      Beijinho

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  11. Olá Laços,

    Sabes o que me recordou o teu poema?
    Um poema de William Butler Yeats:

    Had I the heavens’ embroidered cloths,
    Enwrought with golden and silver light,
    The blue and the dim and the dark cloths
    Of night and light and the half light,
    I would spread the cloths under your feet:
    But I, being poor, have only my dreams;
    I have spread my dreams under your feet;
    Tread softly because you tread on my dreams.

    Abraço grande e obrigado


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    1. Argos, obrigada. Gostei do poema.

      Há laços a desfazerem-se...

      Beijinho

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  12. O tempo tudo leva, mas há sempre algo que fica.
    Gostei muito!

    Beijo :)

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    1. Obrigada, AC. O que fica, não serve de muito.

      Beijinho

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